"Há dois gestos que são excelentes e que, espero, sejam construtivos para um diálogo nacional e mais rico: o passo atrás dado pelos três deputados e o compromisso do presidente (Nicolás) Maduro de se apresentar na Assembleia Nacional no dia de hoje", acrescentou.
"São coisas que abrem o caminho para um verdadeiro funcionamento institucional da democracia. Nos alegramos profundamente com essas ações", completou Almagro.
Almagro não quis comentar as acusações feitas ontem pelo governo da Venezuela, que o acusou de ingerência nos assuntos domésticos, depois de o diplomata uruguaio ter criticado o estado da democracia em Caracas.
As duras acusações foram feitas pelo embaixador da Venezuela na OEA, Bernardo Álvarez, em uma carta de seis páginas. Nela, o representante de Caracas chama Almagro de imprudente, acusando-o de ingerência, de extrapolar os limites de suas funções, de interesse político, de parcialidade e de atuação tendenciosa a favor de elementos desestabilizadores.
"A fundamentação jurídica do porquê dissemos o que dissemos e dessa maneira está nas próprias comunicações. Não acho que seja necessário acrescentar qualquer justificativa a respeito", encerrou Almagro.
Na última terça, o titular da OEA alertou para a "erosão da democracia" na Venezuela, classificando a sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) contra três deputados de oposição de "golpe direto" nos eleitores.