Os juízes investigam um suposto caso de faturas falsas que teriam servido para ocultar o fato de que os gastos de campanha superaram o máximo legal de 22,5 milhões de euros.
As faturas da Bygmalion, o nome da empresa que organizava os comícios da campanha, tinham por objetivo atribuir ao partido UMP (hoje chamado de Os Republicanos) cerca de 18,5 milhões de euros de gastos eleitorais, que na realidade deveriam ter sido contabilizados na campanha de Sarkozy.
Vários dirigentes da Bygmalion, seu contador, assim como alguns ex-responsáveis do UMP, reconheceram a existência de fraude, mas nenhum deles envolveu diretamente Sarkozy.
A investigação demonstrou que Sarkozy exigiu e obteve em março de 2012 mais financiamento para sua campanha, embora, segundo seu diretor de campanha, Guillaume Lambert, estivesse ciente de uma nota do contador que advertia para o risco de exceder o máximo legal.
Em setembro de 2015, Sarkozy já havia comparecido ante a justiça e apontou como responsável pelas faturas falsas o então presidente do partido, Jean-François Copé, que não foi acusado.
Desde então os juízes ampliaram sua investigação e estão comprovando a existência de uma parcela presidencial no orçamento do partido em 2012, com gastos reais de 13,5 milhões de euros, embora nas contas oficiais de campanha só aparecessem três milhões.
Até agora a justiça acusou treze ex-responsáveis do UMP, da campanha presidencial e da Bygmalion.