Um comunicado conjunto entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), emitido no dia 23 de setembro passado, em Havana, assinala que o abandono das armas "deverá começar o mais tardar 60 dias após a assinatura do Acordo Final.
"Por nenhum motivo esta data pode ficar aberta", disse Santos nesta segunda-feira, ao lado do chefe da delegação do governo em Havana, Humberto de la Calle, e do número dois da equipe negociadora, o Alto Comissário para a Paz, Sergio Jaramillo.
A falta de uma data para a conclusão do desarmamento foi um dos três pontos citados por Santos para explicar as razões de não se selar a paz na quarta-feira passada, dia 23 de março, data fixada pelo presidente e pelo líder das Farc, Timoleón Jiménez ("Timochenko"), no histórico encontro em setembro passado, em Havana.
"O governo exige que as Farc abandonem as armas e passem à legalidade para poder fazer política e circular pelo território nacional", insistiu Santos.
O diálogo de paz se estancou em meados de fevereiro, após as Farc realizarem um encontro com guerrilheiros armados na região de El Conejo, em La Guajira, no norte do país.
O governo e as Farc debatem atualmente o espinhoso ponto do fim do conflito, mas não conseguem chegar a posições comuns em aspectos-chave como a definição de zonas de concentração dos guerrilheiros para a entrega das armas ou os prazos deste processo.