"Acho que será entre eu e ele", avaliou o presidente da Confederação Asiática, em Doha.
"Qualquer candidato que não tem um mínimo de votos deveria retirar sua candidatura", pediu o xeque, colocando pressão nos outros três candidatos, o príncipe jordaniano Ali Bin al Hussein; o sul-africano Tokyo Sexwale, ex companheiro de cela de Nelson Mandela; o francês Jerome Champagne, que já foi secretário-geral da Fifa.
Salman ostenta um acordo de cooperação com a Confederação Africana (AFC), que pode ser interpretada como uma aliança colocá-lo à frente da Fifa, na eleição marcada para o dia 26 de fevereiro, em Zurique.
Se ambas as confederações votarem em bloco, o xeque tem condições de garantir praticamente a metade dos votos, com os 46 da AFC e os 54 da CAF, sendo que o presidente é eleito pelas 209 federações membros da Fifa.
Gianni Infantino, que lançou sua candidatura no lugar de Michel Platini, suspenso pelo comitê de ética da Fifa, minimizou o acordo na última terça-feira.
"Houve um acordo entre a Confederação asiática e a Confederação africana, mas a Uefa também assinou esse tipo de acordo com ambas, há dois anos. Acho que os acordos de cooperação e a campanha presidencial são duas coisas totalmente diferentes", afirmou Infantino à AFP, durante o congresso que elegeu o novo presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, em Assunção.