Os embaixadores serão informados pelo mediador da ONU, Staffan de Mistura, sobre a decisão de suspender até 25 de fevereiro as negociações entre o governo e a oposição.
Churkin justificou os bombardeios russos ao redor da cidade de Aleppo (norte) para ajudar as forças do regime a expulsar grupos armados da oposição.
"Não é uma escalada russa, mas uma intensificação dos esforços do governo sírio para combater os terroristas", disse ele, que também afirmou que os cerco de algumas cidades sírias "foram levantados nos últimos dias".
O seu colega britânico, Matthew Rycroft, voltou a criticar a campanha militar russa na Síria.
Churkin "deve olhar no espelho para entender que é responsável" pela suspensão das conversações em Genebra, afirmou a jornalistas.
"Se a Rússia fizesse o que diz que quer fazer na Síria, ou seja, combater o Daesh (Estado Islâmico), então poderíamos cooperar de forma eficaz", acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade de que as negociações de Genebra sejam retomadas, o diplomata explicou que "dependerá da adoção de medidas de confiança" para que a oposição retorne à mesa de negociações.
"Isso significa o fim dos ataques aéreos cegos e um melhor acesso à ajuda humanitária", condições estipuladas pela oposição, bem como a libertação de prisioneiros políticos, para voltar às negociações, acrescentou.