Os dois lados enfatizam os "avanços" na observância do cessar-fogo, mas admitem "dificuldades" persistentes "em determinadas áreas", bem como "problemas de acesso humanitário às áreas sitiadas".
"Por isso, decidimos confirmar o nosso compromisso" com a cessação das hostilidades na Síria e "intensificar os nossos esforços para garantir sua aplicação a nível nacional", afirma o documento.
A Rússia promete "trabalhar com as autoridades sírias para reduzir o número de operações aéreas em áreas essencialmente povoadas por civis, ou que fazem parte do cessar-fogo".
Já os Estados Unidos prometem "aumentar o apoio e assistência aos seus aliados regionais para ajudar a evitar a circulação transfronteiriça de combatentes, armas, ou recursos financeiros para organizações terroristas".
Também nesta segunda o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, insistiu em que as negociações de paz intersírias devem ser retomadas "o mais rapidamente possível".
"Expressamos a vontade de que se retomem as negociações o mais rapidamente possível", afirmou Ayrault, exigindo "garantias concretas sobre a manutenção da trégua" e o acesso de ajuda humanitária no terreno, depois de uma reunião em Paris com representantes de países que apoiam a oposição síria.
De acordo com o ministro francês, uma reunião do Grupo de Apoio Internacional para a Síria (GISS), integrado por 17 países - entre os que apoiam o governo, como Irã e Rússia, e outros, a oposição - "deve acontecer na semana que vem em Viena".
Ayrault acusou o governo de Damasco de ser responsável por "inúmeras violações da trégua", de bloquear os comboios humanitários" e de "não ter demonstrado a menor vontade de avançar" durante as conversas de Genebra.
A ONU tenta há meses mediar uma solução negociada para um conflito que já deixou, desde março de 2011, mais de 270.000 mortos e um êxodo de milhões de pessoas.
Na semana passada, as forças do governo e grupos rebeldes instauraram uma trégua temporária em Aleppo (norte), apoiada por Moscou e Washington, após o cessar-fogo vigente desde o fim de fevereiro na segunda maior cidade síria.
A nova trégua, válida, inicialmente, por dois dias, foi prorrogada até terça-feira à 0h01. Desde 22 de abril, 300 pessoas morreram em Aleppo, onde os rebeldes controlam vários bairros.