Na América Latina, "a violência institucional (na Venezuela, 139ª, ou no Equador, 109º), o crime organizado (em Honduras, 137º), a impunidade (na Colômbia, 134ª), a corrupção (no Brasil, 104º) e a concentração dos meios de comunicação (na Argentina, 54º) constituem os principais obstáculos para a liberdade de imprensa", destaca a RSF.
Na América do Norte, os Estados Unidos (41º) sofrem com o efeito da vigilância cibernética, e o Canadá (18º) retrocedeu "ao final do mandato do ex-premier Stephen Harper". O México ocupa a 149ª posição da lista.
O continente americano está agora atrás da África, apesar de a zona África do Norte/Oriente Médio permanecer a região do mundo onde os jornalistas estão submetidos às maiores pressões, de todo o tipo, de acordo com a ONG.
"Todos os indicadores da classificação se deterioraram. Numerosas autoridades públicas estão tratando de recuperar o controle de seus países e temem que o debate público se abra demasiadamente", disse à AFP Christophe Deloire, secretário-geral da RSF.
Em alguns países em conflito, como Iraque (158º), Líbia (164º) e Iêmen (170º), "exercer o jornalismo é um ato de bravura", destaca a ONG.
A RSF saúda o progresso da situação na Tunísia (96º), que avança 30 posições com "uma consolidação dos efeitos positivos da revolução" de 2010-2011, segundo Deloire.
No final da lista aparecem Síria (177ª), China (176ª), Turcomenistão (178º), Coreia do Norte (179ª) e Eritreia (180ª).
No topo, a Finlândia conserva a primeira posição, pelo sexto ano consecutivo, seguida por Holanda e Noruega.
A Costa Rica é o melhor país posicionado da América Latina, no sexto lugar, seguido por Uruguai, 20º.