A partida foi muito mais complicada do que os argentinos imaginavam e o goleiro e capitão do River, Marcelo Barovero, salvou a equipe em vários momentos.
Na final, o campeão da Copa Libertadores da América enfrentará o vencedor da segunda semifinal, que será disputada na quinta-feira entre o Barcelona e o Guangzhou Evergrande, clube chinês que tem uma legião brasileira, como o técnico o brasileiro Luiz Felipe Scolari e os jogadores Paulinho, Robinho, Elkeson e Ricardo Goulart.
"É preciso aproveitar esse momento, é lindo, com milhares de torcedores do River no estádio. Muito emocionante. Agora vamos buscar mais, queremos ganhar o campeonato", afirmou o autor do gol após a partida.
Os cerca de 15.000 torcedores argentinos que estão em Osaka fizeram o River se sentir em casa, animando o ambiente desde horas antes do pontapé inicial e pendurando faixas de apoio por todo o estádio.
Antes da partida, discutiu-se qual seria a condição ideal para se chegar à semifinal: vindo de uma sequência grande de partidas seguidas, como o Sanfrecce Hiroshima, vencedor de três jogos em 10 dias, ou muito descansado, mas sem ritmo de jogo, como o River, que não atua desde 27 de novembro.
Ficou evidente assim que a bola começou a rolar que o momento da equipe japonesa era superior, enquanto os argentinos demoraram para entrar no jogo.
"Temos que aceitar o resultado, mesmo se tivemos muitas chances de gol e possibilidades de ganhar a partida", lamentou Hajime Moriyasu, técnico da equipe japonesa.
- Barovero, o salvador -
O River até teve a posse de bola no primeiro tempo (61%), mas não foi capaz de armar uma jogada de perigo ao gol japonês. O Hiroshima se mostrou muito bem postado defensivamente, apostando nas roubadas de bolas e nos contra-ataques velozes para agredir o adversário.
"Tínhamos uma enorme responsabilidade e jogamos com inteligência e paciência. Sofremos quando nos desordenamos no primeiro tempo, foram 10 minutos nos quais eles poderiam ter nos machucado", analisou Marcelo Gallardo, técnico do River.
Quando o Sanfrecce começou a chegar ao gol do River, o capitão Marcelo Barovero se tornou um gigante debaixo do gol argentino, mantendo sua equipe viva na partida com ótimas defesas em chutes de Yusuke Minagawa, à queima-roupa, e de Yusuke Chajima.
A única chance dos 'Milionários' no primeiro tempo foi uma cabeçada do uruguaio Carlos Sánchez defendida por Takuto Hayashi. De qualquer forma, o jogador do River estava impedido no lance.
No segundo tempo, os japoneses continuaram melhores no jogo, mas foram punidos pela falta de pontaria.
A vinte minutos do apito final, o River levantou a bola na área do Sanfrecce numa cobrança de falta, Maidana desviou de cabeça antes do goleiro Hayashi conseguir afatar o perigo e Alario apareceu para mandar, também de cabeça, a bola para o fundo das redes, selando a classificação à grande decisão do Mundial de Clubes.