O suíço Ricardo Rodríguez abriu o placar ao 18 minutos de jogo, ao converter um pênalti cometido pelo brasileiro Casemiro, e o jovem Maximilian Arnold, de 21 anos, ampliou aos 25.
Irreconhecível depois da grande vitória de sábado no clássico contra o Barcelona (2-1), o time comandado por Zinedine Zidane terá que mostrar outra cara na terça-feira, no estádio Santiago Bernabéu.
O time tem a obrigação de vencer o Wolfsburg por pelo menos dois gols de diferença para não passar a temporada em branco pelo segundo ano seguido.
Longe ser ser missão impossível para um time com tanto poder de fogo, ainda mais na frente da sua torcida, mas os 'Lobos' mostraram que não chegaram nesse nível por acaso e viajarão à Espanha com apetite para devorar o gigante madrilenho.
Com péssimo retrospecto na Alemanha (20 derrotas, cinco empates e apenas cinco vitórias em 30 jogos), o Real já teve muita dificuldade contra um coadjuvante da Bundesliga no ano passado, quando suou para eliminar o Schalke 04 nas oitavas de final.
Na Volkswagen Arena, Zidane fez apenas uma alteração em relação ao time venceu o Barça em pleno Camp Nou, com o brasileiro Danilo na lateral direita, no lugar de Carvajal.
Casemiro voltou a ser titular, formando o meio de campo com Kroos e Modric, atrás do trio 'BBC' (Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo).
Muito elogiado pela atuação no clássico, Casemiro, que ganhou o apelido de 'Tanque' na imprensa espanhola, emperrou nesta quarta-feira, mostrando menos segurança na marcação.
No total, oito jogadores nascidos no Brasil começaram jogando, quatro de cada lado. Além de Casemiro, e Danilo. Marcelo e Pepe (naturalizado português) foram titulares no Real.
Do lado do Wolfburg, o técnico Dieter Hecking escalou Luiz Gustavo na frente da zaga formada por Naldo e Dante, e surpreendeu ao colocar logo de cara Bruno Henrique. O ex-atacante do Goiás teve ótima atuação na sua primeira partida como titular na Champions, com participação de decisiva no segundo gol da equipe.
- Fim da invencibilidade de Navas -
Ainda no clima de euforia da vitória no clássico, o Real partiu para cima, e Cristiano Ronaldo balançou as redes logo no primeiro minuto de jogo, mas o gol foi anulado por impedimento duvidoso.
O time 'Merengue' dominava as ações, chegando com muito perigo na esquerda, com Marcelo e Bale aproveitando a marcação frouxa do capitão Vieirinha, volante improvisado na lateral.
Foi assim que o Real teve outra chance clara, aos 8, quando Bale cruzou forte na direção de CR7, que não alcançou.
Depois de um início complicado, o Wolfsburg começou a se soltar mais em campo e ameaçou a meta madrilenha pela primeira vez aos 11. Draxler puxou contra-ataque na esquerda, nas costas de Danilo, e cruzou na segunda trave para Bruno Henrique, que cabeceou em cima do goleiro Navas.
O Real respondeu logo em seguida, aos 14, com Benzema. O camisa 9 recebeu boa enfiada de bola de Casemiro e ficou cara a cara com o goleiro Benaglio, que fez defesa milagrosa com o pé.
O gigante espanhol continuava controlando a partida, mas acabou sendo surpreendido quatro minutos depois, quando o mesmo Casemiro chegou atrasado na marcação de Schürrle e derrubou o atacante por trás na área.
O juiz marcou pênalti, que Rodríguez converteu com frieza, deslocando Navas. Foi o primeiro gol sofrido pelo goleiro costarriquenho na Champions, acabando com uma invencibilidade de 738 minutos.
O segundo demorou apenas sete minutinhos a sair. Aos 25, Bruno Henrique fez boa jogada na direita e cruzou rasteiro para Arnold escorar para as redes.
- Real sem soluções -
Para piorar ainda mais a situação do Real, Benzema levou uma pancada e saiu lesionado aos 40, dando lugar a Jesé.
O placar improvável deu confiança aos 'Lobos', que continuaram com fome de gol. O talentoso meia Julian Draxler infernizou a vida de Danilo durante o jogo todo, aproveitando muito bem os espaços nos contra-ataques.
Sem inspiração, o time 'merengue' continuou sofrendo depois do intervalo, apesar de ter mais de 60% de posse de bola.
Aos 25, o Wolfsburg só não fez o terceiro porque Schürrle chutou por cima, em mais uma boa jogada iniciada por Bruno Henrique.
Zidane tentou mexer no time para mudar esse panorama, tirando um apagado Modric para a entrada de Isco, mas demorou muito para colocar James. O entrou a cinco minutos do fim, e nada pôde fazer para tirar o Real dessa situação das mais delicadas.
As alterações de Dieter Hecking foram bem mais felizes, e Kruse, que entrou aos 38, quase fez 3 a 0 aos 43, quando soltou uma bomba que Navas espalmou, salvando o gigante espanhol de um vexame ainda maior.