Jogadores do Real Madrid participam de treino, em Milão, no dia 27 de maio de 2016 Jogadores do Real Madrid participam de treino, em Milão, no dia 27 de maio de 2016

Como aconteceu há dois anos, a grande final da Liga dos Campeões será 100% madrilenha, com técnicos e estilos de jogo totalmente opostos no clássico entre Real Madrid e Atlético, neste sábado, no estádio San Siro de Milão.

Em 2014, em Lisboa, o Real venceu por 4 a 1 na prorrogação, um desfecho cruel para os 'colchoneros', que tinham a mão na taça até Sergio Ramos empatar em 1 a 1 nos acréscimos, abrindo o caminho para a conquista da tão esperada 'La décima'.

Na época, Zinedine Zidane, técnico atual dos 'merengues', ainda era auxiliar do italiano Carlo Ancelotti, mas o argentino Diego Simeone já estava à frente do Atlético, que comanda com sucesso desde 2012.

A final deste sábado coloca frente à frente dos jogadores de caraterísticas opostas, que se enfrentaram várias vezes nas décadas de 90 e 2000.

Simeone, conhecido pela garra em campo, continua transmitindo o espírito de luta aos jogadores, enquanto Zidane, um gênio com a bola no pé, prefere transmitir o máximo de serenidade.

O próprio argentino fez questão de elogiar o ex-craque francês. "Temos que parabenizar Zidane pelo trabalho fabuloso, ele deu intensidade e velocidade ao ataque e deu tranquilidade à equipe", comentou.

Sede de vingança

Na única vez em que se enfrentaram como treinadores de Real e Atlético, em fevereiro, 'Zizou' não encontrou soluções diante do nó tático imposto por 'El Cholo' e sofreu seu primeiro revés no comando dos 'merengues', com derrota por 1 a 0 em pleno estádio Santiago Bernabéu.

Na Liga dos Campeões, os dois times tiveram trajetórias bem diferentes.

Enquanto Real teve um caminho bastante fácil rumo à 'undécima', com confrontos com os inexperientes Wolfsburg e Manchester City nas quartas e semifinais, o Atlético cruzou o caminho de grandes favoritos ao título.

A trajetória dos 'colchoneros' poderia inspirar o diretor americano Quentin Tarentino para uma refilmagem futebolística da saga Kill Bill, com a vingança como temática principal.

Nas quartas, o 'Atleti' eliminou o Barcelona, quando o 'Cholismo', estilo pragmático de Simeone, triunfou do 'Tika-Taka' catalão, dando o troco na derrota por 2 a 1 de janeiro que pode ter custado ao time de Madri o título espanhol.

Na semi, mais uma oposição de estilos, contra o Bayern de Pep Guardiola, que reinventou o jogo do Barça, e mais uma vingança.

Foi a vez de vingar a derrota traumática sofrida na decisão de 1974 para o Bayern de Munique, com mais um gol que impediu o título nos minutos finais, como quarenta anos depois.

No sábado, a saga chegará ao seu ápice, já que o 'Atleti', antes primo pobre e eterno freguês do Real, terá a oportunidade de lavar a alma diante do arquirrival, deixando para trás a final de 2014.

Zidane não tem sede de vingança, mas tentará provar que é digno de treinar um grande clube como o Real apesar da pouca experiência.

Como o francês disse recentemente, "o primeiro objetivo" foi alcançado com a classificação para a final, mas uma derrota pode colocar tudo a perder, tanto que já existem rumores de que corre risco de ser demitido se não voltar de Milão com a 'undecima'.

Em 2002, 'Zizou' já tinha sentido o gostinho de levantar a 'Taça Orelhuda' como jogador, ao marcar um gol antológico na vitória sobre o Bayern Leverkusen, em Glasgow.

Duelo de laterais brasileiros

Dessa vez, o francês não poderá balançar as redes, mas contará com o craque português Cristiano Ronaldo, maior artilheiro da história da competição, com 94 gols marcados.

Foram 16 apenas nesta temporada, um apenas que o próprio recorde para uma única edição da Champions, que estabeleceu em 2014, quando conquistou 'La Decima'.

A forma física de CR7 ainda é uma incógnita, mas o próprio jogador fez questão de tranquilizar a torcida ao afirmar que estaria em condições "perfeitas" para a grande final, apesar de ter interrompido um treino mais cedo na terça-feira.

Do lado do Atlético, a principal aposta de gols é o francês Antoine Griezmann, que marcou 32 vezes em 53 jogos nesta temporada.

Três brasileiros devem ser titulares em Milão, com um duelo à distância de laterais esquerdos entre Marcelo, do Real, e Filipe Luís, do Atlético, sendo que apenas o segundo foi convocado por Dunga para a Copa América do Centenário.

Quem também irá aos Estados Unidos em junho é o volante Casemiro, que ajudou a equilibrar o meio de campo 'merengue'.

Antes da bola rolar, o cantor lírico Andrea Bocelli e a diva pop Alicia Keys tentarão esquentar o clima, que promete se explosivo quando os dois times entrarão em campo.

- Prováveis escalações:

Real Madrid: Keylor Navas - Dani Carvajal, Sergio Ramos, Pepe, Marcelo - Luka Modric, Casemiro, Toni Kroos - Gareth Bale, Karim Benzema, Cristiano Ronaldo. T: Zinedine Zidane (FRA)

Atlético: Jan Oblak - Juanfran, Stefan Savic o José Giménez, Diego Godín, Filipe Luis - Saúl Ñíguez, Koke, Gabi, Augusto Fernández ou Yannick Carrasco - Antoine Griezmann, Fernando Torres. T: Diego Simeone (ARG)

Árbitro: Mark Clattenburg (ING)

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