O time 'merengue' tentará conquistar o 11º título na competição no dia 28 de maio, em Milão, em mais um clássico madrilenho com o Atlético de Madri.
Em 2014, os dois times já decidiram o título e o Real venceu por 4 a 1 na prorrogação, numa partida que perdia por 1 a 0 até Sergio Ramos forçar o tempo extra nos acréscimos, no estádio da Luz em Lisboa.
Para o City, fica a decepção da eliminação, mas a equipe de Manuel Pellegrini pode comemorar o fato de ter chegado às semifinais da Champions pela primeira vez em sua história, sendo eliminada por um Real Madrid claramente superior.
Com a ajuda dos 'petrodólares' dos donos do clube e sob o comando do técnico Pep Guardiola na próxima temporada, o clube inglês tem tudo para dar no futuro outro passo rumo ao sonho de conquistar o título europeu.
De volta ao Real depois de desfalcar o time por lesão na partida de ida, Cristiano Ronaldo tentou de tudo para igualar seu recorde de gols em uma única edição da Champions (17), estabelecido em 2014, quando o time conquistou 'La Decima', mas acabou passando em branco.
Apesar do retorno do astro português, que tinha ficado fora da partida de ida por conta de dores musculares, o trio 'BBC' não pôde ser formado, já que Karim Benzema desfalcou a equipe.
No lugar do atacante francês, o técnico Zinedine Zidane escalou o jovem espanhol Jesé, de 23 anos. O treinador também teve que lidar com a ausência do brasileiro Casemiro, suspenso, promovendo a entrada no time titular de Isco, deixando o meio de campo mais solto.
Do lado do City, a principal novidade foi o retorno do marfinense Yaya Touré, que jogou mais adiantado do que de costume, na frente da dupla brasileira de volantes Fernando-Fernandinho.
A torcida fez um lindo mosaico na entrada dos jogadores em campo, com a menção: "Juntos não há impossível. O tornamos Real".
- Modric e Kroos na batuta -
Esperava-se uma forte pressão inicial do Real, mas o City não hesitou a partir para o ataque, com De Bruyne e Agüero, sabendo que um gol obrigaria o adversário a marcar duas vezes.
O time inglês, porém, sofreu um grande baque logo aos 8, quando o capitão Kompany sentiu a coxa e precisou ser substituído pelo francês Mangala. Fundamental para a defesa dos 'Citizens', o zagueiro belga já vem arrastando repetidas lesões musculares nos últimos meses, com recaídas em jogos importantes.
O Real, que não tem nada a ver com isso, passou a pressionar mais e foi recompensado aos 20.
Carvajal avançou pela direita e deu um lançamento preciso para Bale, que invadiu a área e abriu o placar com um chute que desviou levemente em Fernando e morreu no ângulo do goleiro Joe Hart.
Os 'Merengues' controlavam a partida por ter muito mais qualidade técnica no meio de campo, com Modric e Kroos fazendo a bola circular com fluidez, enquanto Fernando e Fernandinho não conseguiam sair jogando.
Aos 36, foi numa cobrança de falta de Kroos, melhor em campo no primeiro tempo, que o brasileiro naturalizado português Pepe partiu para o abraço depois de empurrar a bola para as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.
O City até tentou reagir, mas faltava precisão no último passe para abrir brechas na bem postada defesa do Real. Visivelmente fora de forma, Touré não conseguia contribuir para a criação do jogo e mais atrapalhava do que ajudava.
De Bruyne estava muito mais em forma e iniciou a única jogada de real perigo dos 'Citizens' aos 43. O meia belga deu ótima enfiada de bola para Fernandinho, que acertou a trave com um chute seco da entrada da área.
- Gol de mão de CR7 -
O City continuou buscando o gol de empate depois do intervalo, mas errava muitos passes e virava presa fácil dos contra-ataques do Real, puxados pelo veloz Jesé.
Aos 7, Bale deixou Modric na cara do gol, mas o croata finalizou em cima de Hart.
O goleiro da seleção inglesa voltou a salvar os 'Citizens' aos 9, em cabeceio certeiro de Cristiano Ronaldo.
CR7 estava doido para deixar o dele e teve outra boa chance aos 13, mas esbarrou mais uma vez em Hart.
Dois minutos depois, foi o árbitro que impediu CR7 de deixar sua marca ao não marcar um pênalti claro quando o três vezes melhor do mundo foi puxado pela camisa na área por Otamendi.
A vontade de colocar a bola nas redes era tanta que Cristiano resolveu fazer isso com a mão, com sorriso no rosto, depois do bandeirinha marcar o impedimento.
Diante desse massacre, Pellegrini enfim resolveu tirar Touré de campo, apostando na velocidade e na habilidade de Raheem Sterling. Pouco depois, o chileno foi para o tudo ou nada, colocando mais um atacante em campo, o nigeriano Iheanacho, no lugar de Jesus Navas.
As mudanças ajudaram o City a se projetar melhor para o ataque e torcida levou um susto aos 38, quando De Bruyne cobrou falta com perigo e acertou a rede pelo lado de fora.
Aos 43, foi a vez de Agüero chutar muito perto da meta de Keylor Navas, em numa das únicas bolas que tocou na partida.
Foi muito pouco para atrapalhar a serenidade do Real, que sonha agora em conquistar seu primeiro título sob o comando de Zinedine Zidane.