David Rudisha (de azul), campeão olímpico e recordista mundial dos 800 m, é uma das principais estrelas do atletismo queniano (foto de arquivo do dia 13 janeiro, em Iten) David Rudisha (de azul), campeão olímpico e recordista mundial dos 800 m, é uma das principais estrelas do atletismo queniano (foto de arquivo do dia 13 janeiro, em Iten)

A preocupação com o vírus zika pode levar o Quênia a ficar fora dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 - deu a entender o presidente do Comitê Olímpico Queniano (NOCK), citado nesta terça-feira pela imprensa local.

"Se a situação em relação ao vírus zika for grave, não participaremos dos Jogos.

A saúde dos nossos atletas é mais importante do que os Jogos (...). Mas, se não for tão perigoso assim, iremos para o Rio",afirmou Kipchoge Keino, em declarações publicadas no jornal "The Standard".

"Vamos aguardar até o último minuto para tomar nossa decisão. Estamos nos baseando nos dados sanitários fornecidos de organizações baseadas no Rio para termos o máximo de informações possíveis", acrescentou.

Conhecido por ser o berço dos maiores corredores de fundo do planeta, o Quênia terminou em primeiro lugar do quadro de medalhas do último Mundial de Atletismo, em agosto passado, em Pequim, com sete ouros, seis pratas e três bronzes.

O país está na mira da Agência Mundial Antidoping (Wada) por ter tido vários atletas flagrados recentemente por uso de substâncias proibidas.

Na segunda-feira, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) negou ter orientado os atletas americanos a não participar dos Jogos.

"As notícias que indicam que o Comitê Olímpico dos Estados Unidos aconselhou seus atletas a reconsiderarem sua participação nas Olimpíadas do Rio, devido ao vírus zika são 100% inexatas", disse o porta-voz do USOC, Patrick Sandusky.

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