A Colômbia registrou 68.630 casos de pessoas infectadas com o vírus zika, das quais mais de 12.000 em grávidas, numa fase de declínio da epidemia que desde outubro fez dois casos de microcefalia associados ao vírus, informou o Instituto Nacional de Saúde (NIH).

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado neste sábado, na semana de 3 a 9 de abril foram notificados 231 novos casos confirmados e 3.560 suspeitos de zika.

Desde o início da epidemia, em outubro, foram relatados "3.292 casos confirmados e 65.338 suspeitos". Destes, 12.380 em grávidas.

A Colômbia reportou na quinta-feira os dois primeiros casos de microcefalia associada ao zika vírus, um dia depois de cientistas americanos confirmarem que o vírus provoca a doença e outros problemas neurológicos em fetos. Outros 15 casos de microcefalia estão sendo estudados no país.

O vírus zika foi identificado pela primeira vez em Uganda, em 1947, mas a doença não foi analisada a fundo, e seus sintomas se mostravam leves: eczema, dor nas articulações e febre. A maioria dos infectados sequer apresentava sintomas.

O zika se propaga entre humanos através do mosquito Aedes aegypti, presente em 130 países e que também transmite dengue, febre amarela e Chikungunya.

No entanto, estudos recentes afirmam que ele também pode ser transmitido sexualmente entre os seres humanos portadores do vírus.

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