Stephen O'Brien, vice-secretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, disse no Conselho de Segurança que o recurso ao sítio e à fome como arma de guerra era "condenável" e "deve cessar imediatamente".
Os novos dados, que supõem um aumento com relação aos 517.700 do último cálculo, incluem moradores da área de Al Wa'er, da região de Homs, no oeste da Síria, que estão situados por forças do governo sírio desde março, explicou O'Brien.
"Estão vivendo em áreas sitiadas pela atroz e deteriorada situação em Al War'er 592.700", explicou no Conselho.
As Nações Unidas se preparam para lançar ajuda humanitária por via aérea sobre as áreas sitiadas a partir de 1º de junho, depois que suas demandas para entrega de ajuda terrestre aos locais sitiados foi repudiada.
As autoridades sírias permitiram em maio a entrega de ajuda a 14 áreas, muitas menos dos 35 povoados, inclusive em uma lista da ONU.