Seul assegura que desertaram voluntariamente, mas a Coreia do Norte denuncia que foram enganadas por agentes de inteligência do Sul, que as "sequestraram" com a cumplicidade do administrador.
Um porta-voz da Cruz Vermelha norte-coreana afirma em um comunicado que as famílias das 12 mulheres queriam ter um "contato direto" com elas o mais rápido possível, e que enviariam os familiares a Panmunjom (localidade fronteiriça entre as duas Coreias) e inclusive a Seul, se fosse necessário.
"Queremos permitir que as mulheres se reúnam com seus familiares para esclarecerem diretamente sua posição", declara o comunicado. Qualquer rejeição de Seul "equivaleria a reconhecer o sequestro do grupo", completa.
Cerca de 30.000 norte-coreanos fugiram da pobreza e da repressão para se restabelecerem no Sul capitalista.
Mas as fugas em grupo são mais incomuns, em particular de funcionários que trabalham em restaurantes administrados por Pyongyang no exterior e que são uma fonte importante de renda.
Estes funcionários procedem geralmente de famílias "fiéis" ao regime e são submetidos a uma intensiva formação ideológica antes de viajar para o exterior.