A justiça ucraniana condenou na segunda-feira a 14 anos de prisão os militares russos por combater ao lado dos separatistas pró-russos na Ucrânia, abrindo a via a um eventual intercâmbio com a piloto ucraniana presa na Rússia.
O Kremlin acrescentou que os dois dirigentes acertaram que a Rússia autorizaria "em breve" o cônsul geral da Ucrânia a visitar Nadejda Savtchenko na prisão.
Petro Porochenko afirmou que a Ucrânia pedirá a libertação "imediata" da piloto ucraniana, em greve de fome. Também pediu que médicos alemães e ucranianos possam examinar a piloto diante da deterioração de seu estado de saúde.
O gabinete de Petro Porochenko confirmou que a sorte dos dois "militares russos" foi abordada, mas não deu mais detalhes.
Os dois militares foram capturados em 16 de maio na região de Lugansk, uma das duas "capitais" separatistas, após serem feridos por disparos no front em um confronto com soldados ucranianos, no qual um ucraniano morreu.
Nadia Savtchenko, que combatia os separatistas pró-russos em um controverso batalhão de voluntários, cumpre pena de 22 anos de prisão na Rússia por cumplicidade com o assassinato de dois jornalistas russos no leste separatista da Ucrânia.
Ela está em greve de fome e de sede desde o começo de abril e seu estado é grave.