Os diálogos indiretos entre representantes do regime e da oposição serão retomados na quarta-feira em Genebra, onde foi realizada a rodada anterior entre 14 e 24 de março.
"Esperamos e temos a intenção de que (os diálogos) sejam construtivos e concretos", acrescentou.
A oposição pede a formação de um corpo executivo, do qual seria excluído o presidente Bashar al-Assad, enquanto o regime quer um governo amplo, com a presença de membros da oposição, mas sob a presidência de Assad.
Segundo a agência oficial Sana, Muallem confirmou que a delegação governamental estava pronta para esta nova rodada.
O ministro "reafirmou durante seu encontro com De Mistura a posição síria sobre a solução política para a atual crise e o envolvimento (do regime) no diálogo sírio, dirigido pelos sírios, sem pré-condições", indicou a agência.
De Mistura também abordou com seu interlocutor o frágil cessar-fogo em vigor desde 27 de fevereiro.
"Falamos sobre a importância de proteger e manter o fim das hostilidades, que talvez seja frágil, mas existe. Devemos garantir que prossiga", disse o emissário.
Esta trégua, apoiada por Estados Unidos e Rússia, não inclui as duas organizações jihadistas, a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, e o grupo Estado Islâmico (EI).
Os dois também falaram sobre o acesso às localidades sitiadas e a ajuda humanitária. Saudaram o trabalho do Programa Mundial de Alimentos (PAM), que forneceu no domingo por via aérea suprimentos a 200.000 pessoas cercadas pelo EI na cidade de Deir Ezzor.