Além disso, nove oficiais foram condenados a trinta anos de prisão, outros oito militares da tropa, a cinco, e sete pessoas foram absolvidas.
Em 13 de maio, o general Niyombare anunciou um golpe de Estado contra o presidente Pierre Nkurunziza, cuja intenção de se apresentar a um terceiro mandato provocou violentos protestos no país.
Mas no dia seguinte, na quinta-feira à noite, o general Cyrille Ndayirukiye anunciou que o golpe de Estado tinha fracassado.
Na manhã de sexta-feira, o comissário Zénon Ndabaneze informou à AFP sobre a rendição dos golpistas.
A ONU denunciou nesta sexta-feira a existência de massacres étnicos, de fossas comuns com uma centena de cadáveres e estupros coletivos cometidos pelas forças de segurança no Burundi.
Este pequeno país da África central está mergulhado em uma espiral de violência desde o anúncio, no fim de abril, de que o presidente Pierre Nkurunziza se apresentaria a um terceiro mandato, o que obteve em julho.
Seus opositores o acusam de ter violado a Constituição e o Acordo de Arusha, que pôs um fim à guerra civil de 1993-2006.