"É isso que me diferencia dos outros candidatos... Quando outros candidatos optam por pressionar as regiões e dividir o mundo, eu digo que é um mau negócio", completou.
Derrotado nas eleições à presidência da Fifa em maio de 2015 por Joseph Blatter, o príncipe Ali vem intensificando às críticas contra o processo eleitoral da entidade.
"Há uma grande confusão no processo eleitoral. Ninguém está autorizado a usar sua própria organização com fins eleitorais", afirmou em relação a Infantino, secretário-geral da Uefa que já recebeu o apoio explícito da entidade europeia, enquanto Salman contaria com os votos da Confederação Africana (CAF).
Além de Ali, Infantino e Salman, os outros candidatos à presidência da Fifa são o francês Jerome Champagne e o sul-africano Tokyo Sexwale.
Questionamento a imparcialidade de Scala
Nesta quinta-feira em Genebra, Ali esteve acompanhado do presidente da Federação da Libéria, Musa Bility, ex-candidato à presidência da Fifa e que expressou dúvidas em relação ao apoio da CAF à candidatura de Salman.
"Posso dizer que a África não votará como o Comitê Executivo (da CAF) já anunciou", declarou Bility, afirmando que para se ter o apoio unânime da confederação, seria necessário que as 54 federações africanas informassem suas intenções de voto.
"Muitos países ainda estão se decidindo", garantiu o liberiano, que classificou a decisão da CAF de apoiar Salman como "uma intimidação ou interferência".
No encontro de jornalistas, tanto Ali como Bility pediram a demissão de Domenico Scala do cargo de presidente da Comissão Eleitoral da Fifa, devido a um conflito de interesses, já que, como Infantino, possuiu a dupla nacionalidade italiana e suíça.
"A imparcialidade de Scala não pode ser duvidada", defendeu nesta quarta-feira em comunicado Andreas Bartel, porta-voz da Comissão Eleitoral.
No fim da coletiva, o príncipe Ali prometeu tornar público se eleito o relatório de Michael Garcia, ex-promotor dos Estados Unidos e responsável pela investigação das atribuições das Copas do Mundo de 2018 e 2020 ao Catar e à Rússia, respectivamente.