Os cubanos, cerca de uma dúzia deles, chegaram na tarde de quinta-feira à cidade mexicana fronteiriça de Nuevo Laredo, onde foram registrados no posto migratório e, após várias horas, saíram em Laredo, cidade do lado americano da fronteira, noticiou a emissora Univisión.
"Estamos contentes porque alcançamos nosso objetivo, foi uma guerra dura, desde outubro estou passando por isso, mas bom, consegui, graças a Deus e a todos", afirmou com enorme satisfação Randy Cuevas, em um vídeo publicado na página do Facebook da organização Cubanos em Liberdade, que ajuda os cubanos que chegam ao Texas (sul).
"Damos as boas-vindas a Randy Cuevas, é o primeiro cubano do grupo dos 180 que saíram da Costa Rica, o primeiro que sai do escritório de migração da ponte internacional de Laredo, no Texas, parabéns e bem-vindo à liberdade", escreveu a Cubanos em Liberdade em sua página na rede social.
Estas pessoas estão na vanguarda do grupo de 180 cubanos que saíram na terça-feira da Costa Rica de avião, mediante um programa piloto entre este país, El Salvador e Guatemala, que poderia se estender a outros 7.600 cubanos que continuam bloqueados em território costa-riquenho do que ao seu país vizinho, a Nicarágua, se nega a deixá-los passar.
Os cubanos querem chegar aos Estados Unidos, onde a política de "pés secos/pés molhados" permite aos cidadãos da ilha que fogem do seu país permanecer legalmente assim que pisam em território americano.
O fluxo de cubanos disparou desde que Washington e Havana começaram uma histórica aproximação em dezembro de 2014, pelo medo de que sejam eliminados seus benefícios migratórios e laborais, dos quais nenhum imigrante de outra nacionalidade desfruta nos Estados Unidos.
Muitos dos cubanos bloqueados começaram seu périplo no Equador, que até pouco tempo não lhes exigia visto, e dali cruzaram para Colômbia e América Central.
"A odisseia foi difícil, na Costa Rica estive meses esperando, mas puseram o avião e fui do primeiro grupo que saiu da Costa Rica", afirmou Cuevas, de 29 anos.
"Imagine, estou feliz, chegar aqui, este tem sido o meu sonho, o sonho de todos os cubanos", disse Lilian de González, de 20 anos. Posteriormente, afirmou, viajará para Miami (sudeste dos EUA), tradicional enclave dos cubanos nos Estados Unidos, onde mora a metade dos dois milhões de pessoas que fugiram de Cuba em busca de refúgio em solo norte-americano.