Os primeiros deslocados de Palmira poderão retornar à cidade no sábado, depois que o exército sírio expulsou da cidade os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), informou à AFP um funcionário do governo provincial.

O exército sírio retomou o controle de Palmira e das ruínas da região em 27 de março.

A cidade estava sob poder do EI desde maio de 2015, o que obrigou milhares de pessoas a buscar refúgio em Homs (centro).

"O primeiro grupo de ônibus com residentes de Palmira deve sair no sábado. Os moradores começaram a registrar-se hoje", disse à AFP uma fonte do governo provincial.

A maior parte da população que morava em Palmira antes da cidade ser capturada pelo EI fugiu quando o grupo chegou à região.

As estimativas são de que 70.000 pessoas viviam em Palmira antes da chegada do EI e que 15.000 permaneceram, mas as autoridades desconhecem o paradeiro de várias.

De acordo com o governo, 45% dos bairros foram destruídos.

Esta semana, as autoridades começaram a restabelecer a rede de energia elétrica e a reconstruir as casas, segundo o governador provincial, Talal Barazi.

Antes da guerra civil iniciada em 2011, mais de 150.000 turistas visitavam a cada ano as ruínas de Palmira, que incluíam templos de mais de 2.000 anos de idade.

Durante o período de ocupação, o EI destruiu muitos monumentos, incluindo o templo de Bel.

Os extremistas usaram o antigo anfiteatro como palco para as execuções públicas.

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