Um comboio de ajuda humanitária do Crescente Vermelho chega à província de Idleb, no dia 17 de fevereiro de 2016 Um comboio de ajuda humanitária do Crescente Vermelho chega à província de Idleb, no dia 17 de fevereiro de 2016

O primeiro comboio de ajuda humanitária do Crescente Vermelho conseguiu entrar, nesta quarta-feira, na localidade sitiada de Muadamiyat al-Sham, perto de Damasco, na primeira operação de assistência humanitária na Síria depois dos compromissos pactuados pelas grandes potências, em Munique, na semana passada.

"O comboio começou a entrar em Muadamiyat al-Sham. Tratam-se de 35 caminhões que transportam 8.800 sacos de farinha, 4.400 de rações de comida, além de alimentos energéticos, medicamentos e equipamentos obstétricos", afirmou à AFP Muhanad al-Asadi, delegado do Crescente Vermelho.

Na Síria, quase meio milhão de pessoas se encontram em regiões sitiadas e 4,6 milhões em áreas de difícil acesso, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

O coordenador humanitário da ONU na Síria, Yacub el Hillo, disse que, com esta ajuda, a organização espera chegar até aproximadamente 93 mil pessoas. Cerca de 30 mil delas em Muhanad al-Asadi, 42 mil em Madaya, próximo a Damasco, mil em Zabadani e 20 mil Fua e Kefraya.

El Hillo falou à imprensa que acompanhava um caminhão em direção a Madaya, a cidade sitiada perto de Damasco, em que foram reportados casos de desnutrição grave e de mortes por fome.

"Esperamos que este enorme trabalho continue (...) mas é preciso resolver a raiz do problema e levantar todos os cercos contra regiões onde estejam civis que sofrem, seja em Deir Ezzor, Fua, Madaya e Ghuta oriental", estimou.

O emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, havia anunciado em Damasco, na terça-feira, o envio destes caminhões, afirmando que o governo tem o dever de permitir à ONU a entrega de ajuda às populações civis.

Destruída por quase cinco anos de conflito, a Síria enfrenta uma crise humanitária de uma gravidade extrema, com mais da metade de seus 23 milhões de habitantes deslocados.

Nesta quarta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, estimou que a situação humanitária é "insuportável" e insistiu em sua proposta de criar uma zona de exclusão aérea para proteger os civis.

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