A pré-candidata democrata Hillary Clinton faz o discurso da vitória após vencer os caucus do partido em Nevada em seu QG, no cassino Caesar's Palace, em Las Vegas A pré-candidata democrata Hillary Clinton faz o discurso da vitória após vencer os caucus do partido em Nevada em seu QG, no cassino Caesar's Palace, em Las Vegas

A pré-candidata Hillary Clinton conquistou neste sábado uma vitória necessária sobre o rival Bernie Sanders nos caucus (assembleias de eleitores) democratas de Nevada, enquanto o republicano Donald Trump venceu as primárias republicanas na Carolina do Sul, segundo projeções de emissoras de TV.

Os dois principais partidos americanos disputam a terceira etapa de uma surpreendente corrida à Casa Branca, com os democratas dirigindo-se a oeste e os republicanos fazendo campanha no sul.

Em Nevada, a CNN, a Fox News e a NBC News atribuíram a vitória à ex-secretária de Estado. Com mais de 80% dos resultados contabilizados, Hillary tem 52,1% dos votos contra 47,8% para Sanders, senador por Vermont.

"Esta é a sua campanha e esta é uma campanha para derrubar qualquer barreira que os impeça de avançar", disse Hillary (68 anos) no discurso da vitória em seu QG, o cassino Carsers Palace, em Las Vegas Strip.

"Os americanos temos razão de sentir raiva. Mas também temos fome de soluções verdadeiras", acrescentou.

Sanders saudou sua oponente, mas também disse se sentir orgulhoso de ter reduzido significativamente o abismo entre os dois.

"Estamos com o vento ao nosso favor enquanto nos dirigimos para a Super Terça", disse Sanders, de 74 anos, em alusão às prévias de 1º de março, quando onze estados americanos vão escolher seus candidatos à Casa Branca.

Clinton precisava desta vitória para elevar a moral de seus simpatizantes, depois da dura derrota sofrida em New Hampshire para o senador Bernie Sanders, cujo discurso anti-elitista e anti-Wall Street tem encontrado eco entre os democratas jovens.

A ex-secretária de Estado obteve uma vitória apertada em Iowa, o estado que inaugurou as primárias com vistas às presidenciais de novembro.

Durante o dia, os eleitores democratas fizeram longas filas para participar nos caucus.

No cassino Caesars Palace, Clinton obteve 70% dos votos dos funcionários - latinos, na maioria.

O Harrah's, outro dos seis hotéis-cassino da conhecida rua principal da cidade, onde os trabalhadores participavam da prévia democrata, recebeu as visitas de Hillary e Sanders, com poucos minutos de diferença.

"Preciso da sua ajuda na sala de conferências às 11 da manhã", convocou Clinton, ovacionada pelos funcionários, latinos na maioria.

Em 2008, a ex-primeira-dama venceu Barack Obama neste estado do oeste do país, onde contava com o apoio das comunidades negra, hispânica e asiática, que representam cerca da metade de seus três milhões de habitantes.

Embora a ex-secretária de Estado tenha um forte apoio de seu partido, que praticamente atribui a ela uma vitória na convenção democrata, em junho, seu objetivo é deter a ascensão de Sanders o quanto antes.

Hegemonia de Trump

Na Carolina do Sul (sudeste), os republicanos confirmaram a hegemonia do magnata Donald Trump (69 anos) na preferência do eleitorado.

De acordo com as emissoras Fox News e NBC News, o bilionário do ramo imobiliário venceu as primárias do estado, consolidando-se como favorito à indicação do Partido Republicano para disputar a Casa Branca.

No topo das pesquisas desde o ano passado, Trump confirmou nas urnas sua popularidade diante de um eleitorado republicano que busca um "outsider" antissistema.

Os senadores Ted Cruz e Marco Rubio, seus principais concorrentes, parecem travar uma disputa apertada pelo segundo lugar.

O ultraconservador Cruz, oponente direto de Trump e preferido da direita cristã evangélica, venceu em Iowa e dá por certo continuar na competição, independentemente do resultado na Carolina do Sul.

Para Rubio, filho de imigrantes cubanos, um segundo lugar poderia significar uma vitória. A popular governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, e muitos outros líderes do estado deram seu apoio ao pré-candidato mais jovem à Casa Branca, de 44 anos.

Donald Trump havia perdido para Cruz, em Iowa, onde começaram as prévias, mas em seguida venceu em New Hampshire.

Com o resultado, ele se mantém como o favorito à indicação republicana, depois de uma semana em que o homem de negócios lançou críticas por todos os lados, com alvos variados: do papa à empresa Apple.

"Estamos prontos para assumir um risco com Trump", afirmou Lynn Derrick, dirigente regional da empresa de tecnologia da informação Oracle. "Transformou em sucesso tudo o que tocou", afirmou.

Dos 17 pré-candidatos republicanos no início da corrida presidencial, agora só restam seis sobreviventes das primárias em Iowa e em New Hampshire, os primeiros dois estados que se pronunciaram.

Os candidatos restantes - Kasich, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o médico aposentado Ben Carson - esperam obter um resultado honrável neste dia que justifique manter suas campanhas.

Os caucus republicanos em Nevada serão na próxima terça-feira, enquanto os democratas terão suas primárias na Carolina do Sul no sábado seguinte.

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