(27) Hillary participa de um ato de campanha em Iowa (27) Hillary participa de um ato de campanha em Iowa

A corrida presidencial nos Estados Unidos vai ganhar velocidade a partir da próxima semana, quando começam as primárias em Iowa, com os democratas buscando um terceiro mandato consecutivo e os republicanos ansiosos para deixar para trás os anos de Barack Obama.

A ex-secretária de Estado americano, Hillary Clinton, de 68 anos, se mantém como a favorita entre os democratas, mas não é mais a candidata incontestável graças à disputa surpreendente travada com o senador "socialista" Bernie Sanders, aos 74 anos, o mais longevo da disputa.

O milionário Donald Trump (69) e o senador ultraconservador de origem cubana Ted Cruz (45) se enfrentam do lado republicano, após um desempenho extraordinário nas pesquisas e nas ruas, o que tem feito tremer a classe política e entusiasmado os eleitores incomodados com Washington e seu próprio partido.

Os resultados de Iowa em 1º de fevereiro poderiam confirmar o grande momento vivido pelos "outsiders" políticos. As regras do jogo mudaram e colocam muita pressão em candidatos do "establishment", como Clinton e o pré-candidato republicano Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes.

Os americanos elegerão o 45º presidente nas eleições gerais de 8 de novembro.

Mas o peculiar sistema eleitoral americano começa formalmente dez meses antes: de fevereiro a junho serão celebradas as primárias ou em alguns casos "caucus" (assembleias) nos 50 estados e nos territórios (como Porto Rico).

Os caucus, nos quais os eleitores se reúnem e indicam abertamente suas preferências e costumam votar com a mão levantada, constituem uma das maiores curiosidades do sistema eleitoral americano: ao mesmo tempo um exemplo de democracia direta e um quebra-cabeça de uma complexidade desconcertante.

Iowa é o primeiro deles.

Uma vitória para Trump ou Cruz em Iowa, onde disputam cabeça a cabeça, poderia significar um impulso significativo para as primárias seguintes: em 9 de fevereiro em New Hampshire e depois na Carolina do Sul, no dia 20.

Diante deles, candidatos tradicionais como Bush, o governador de Nova Jersey, Chris Christie; e o de Ohio, John Kasich, que acenam com sua experiência no governo, desfalecem.

Profeta da ira

Se a doutrina da campanha é a raiva e o descontentamento, Trump tem sido o melhor profeta.

Seu estilo hostil e sua mensagem xenófoba dominam todos os refletores midiáticos e seduz um em cada três republicanos no país. Impotente, a dirigência republicana, teme isolar os moderados das generais.

Embora seus comentários contra os imigrantes mexicanos e seu chamado a proibir a entrada de muçulmanos aos Estados Unidos receberam repúdio geral, a popularidade do magnata nas pesquisas permaneceu incólume.

Mas ainda é preciso ver se ele será capaz de transformar em votos a frustração dos eleitores.

"É fácil para alguém dizer 'estou muito incomodado e gosto de Trump porque fala por mim', outra coisa é sair de verdade na noite de segunda-feira e passar duas horas para expressar este apoio", disse à AFP Cary Covington, professor de ciências políticas da Universidade de Iowa.

Seus novos seguidores enfrentarão a direita religiosa que apoia Cruz, tradicionalmente muito organizada em Iowa.

Pragmatismo ou revolução

Do lado democrata, Sanders pisa nos calcanhares de Hillary. Uma vitória do senador em Iowa seria um "déjà vu" do ocorrido em 2008, quando o quase desconhecido senador Barack Obama arrebatou o caucus da ex-primeira-dama para acabar conquistando a indicação democrata e a presidência.

Enquanto Hillary é "pragmática", Sanders, que exorta os americanos a empreender "uma revolução política", evoca metas "aspiracionais", disse à AFP Cary Covington, da Universidade de Iowa.

Esta postura poderia servir-lhe em Iowa, onde "os que recorrem (aos caucus) são os que têm posições mais extremas", acrescentou.

No final de fevereiro e após quatro primárias, poderia surgir o nome dos candidatos democratas e republicanos para as eleições gerais.

Claro que Iowa costuma surpreender. Além de Obama, ali brilharam os democratas Jimmy Carter em 1976, Walter Mondale em 1984. Oito dos dez últimos vencedores do caucus naquele estado conquistaram em seguida a indicação de seu partido.

Mas não se trata de uma regra. Mitt Romney, pré-candidato republicano em 2012, ficou em segund lugar em Iowa, e John McCain (2008) ficou em quarto.

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