"O procurador encontrou fundamentos para decretar a prisão por homicídio agravado e formação de quadrilha por supostos vínculos com o grupo paramilitar Los Doce Apóstoles" (Os Doze Apóstolos).
O irmão do ex-presidente é investigado há anos por seu envolvimento na criação dos Doze Apóstolos, grupo paramilitar apontado como o responsável por várias mortes em Antioquia há vinte anos.
Segundo a Promotoria, o grupo promovia uma "limpeza social", eliminando com o apoio da força pública os cidadãos com supostas relações com as guerrilhas de esquerda.
Neste contexto ocorreu o assassinato do motorista de ônibus Camilo Barriento, em 25 de fevereiro de 1994, no município de Yarumal, em Antioquia, pelo qual Santiago Uribe é acusado após ser denunciado pelo major reformado da polícia Juan Carlos Meneses,
Horas após ser informado da prisão, o presidente Santos pediu ao procurador Alejandro Ordoñez que "acompanhe o processo contra Santiago Uribe para cercá-lo de todas as garantias constitucionais e legais".
Alvaro Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010 e golpeou duramente a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), negou na semana passada participar de um acordo político pela paz promovido pelo presidente Juan Manoel Santos e que reúne todos os partidos com representação parlamentar.
Nesta segunda-feira, membros do Centro Democrático, partido de Uribe, afirmaram que "esta prisão (...) faz parte da estratégia do governo para perseguir judicialmente o 'uribismo' para que aceite a impunidade dos narco-terroristas das Farc".