Nos vazamentos obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), Macri aparece como diretor da firma Fleg Trading Ltd., que estaria registrada nas Bahamas com a participação de seu pai e seu irmão.
"O investimento não foi feito. Fui nomeado como diretor por meu pai em 1998. A sociedade deixou de operar em 2008 porque o investimento não foi feito", disse o chefe de Estado.
A oposição lhe havia pedido que esclarecesse publicamente sua situação, que figura nos "Panama Papers", como é denominado o escândalo mundial após um vazamento do escritório de advogados Mossack Fonseca, no Panamá, especializado em criar empresas em paraísos fiscais.
O caso envolve centenas de argentinos, entre eles empresários próximos ao kirchnerismo.
Macri não mencionou ao canal quem era a pessoa interessada no investimento.
"Está tudo perfeito. Não há nada estranho nessa operação. Foi declarada ante a DGI (antiga repartição de impostos) por meu pai, que o fez com recursos genuínos", indicou Macri.
O presidente afirmou que "há algo positivo e que vivemos em um mundo que avança cada vez mais para a transparência, cada vez há mais conhecimento público de informação, que antes era de difícil acesso".