O presidente filipino, Benigno Aquino, se comprometeu nesta quarta-feira a iniciar uma ofensiva militar para "neutralizar" os islamitas do grupo Abu Sayyaf que decapitaram um refém canadense e mantêm sequestrados mais de 20 estrangeiros.

"Haverá vítimas. Mas o que é de importância capital é neutralizar os ativistas criminosos do ASG", afirma Aquino em um comunicado, no qual utiliza a sigla empregada para designar o grupo Abu Sayyaf.

A cabeça do refém canadense John Ridsel, sequestrado há sete meses perto de Davao, principal cidade da ilha de Mindanao (sul), foi deixada na segunda-feira na ilha de Jolo, um dos redutos do Abu Sayyaf no sul do arquipélago.

"Este assassinato busca aterrorizar nossa população. O Abu Sayyaf acredita que pode provocar medo. Ao invés disso, nos estimula ainda mais para que asseguremos que se faça justiça", destacou o presidente filipino.

O grupo, cujos dirigentes juraram lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), mantém mais de 20 estrangeiros em cativeiro.

Entre estes estariam um canadense e um norueguês sequestrados ao mesmo tempo que John Ridsel, um ornitólogo holandês capturado em 2012 e 18 marinheiros indonésio e malaios tomados como reféns recentemente.

O Abu Sayyaf é um grupo de militantes islamitas, criado após uma revolta de separatistas muçulmanos das Filipinas, que deixou mais de 100.000 mortos desde os anos 1970 em um país de maioria católica.

O grupo teria apenas algumas centenas de combatentes, mas sobreviveu a várias ofensivas militares apoiadas pelos Estados Unidos.

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