Valls e Rohani participaram de uma reunião com empresários franceses e iranianos em Paris Valls e Rohani participaram de uma reunião com empresários franceses e iranianos em Paris

O presidente iraniano, Hassan Rohani, pediu nesta quinta-feira, em Paris, que se vire a página dos velhos rancores para iniciar uma nova relação entre a França e o Irã.

"Estamos dispostos a virar a página entre nossos países", declarou Rohani em uma reunião com empresários franceses e iranianos, na qual participou o premiê francês Manuel Valls.

Rohani chegou na quarta-feira à França em visita oficial, e se reunirá durante a tarde com seu colega François Hollande.

A visita à França do presidente iraniano deve resultar na assinatura de importantes contratos comerciais.

Teerã já anunciou um amplo acordo com o fabricante europeu de aviões Airbus, com a compra de 114 aeronaves, enquanto na Itália foram assinados 15 acordos de um valor total de 15 a 17 bilhões de euros.

Outro acordo vai estabelecer o retorno ao Irã da construtora automobilística PSA Peugeot Citroën, por meio de uma parceria com o grupo local Iran Khodro, que produzirá 200.000 veículos por ano, segundo uma fonte do governo francês.

Pouco após sua chegada, o presidente Rohani reuniu-se em Paris com dirigentes de cerca de 20 grandes empresas francesas, perante os quais "formalizou o desejo de ver as relações (comerciais) se desenvolverem", segundo o ministro francês da Economia, Emmanuel Macron.

Nesta perspectiva, Macron anunciou um acordo com uma garantia pública do Estado francês para investimentos futuros de empresas do país no Irã.

Durante sua escala na Itália, Hassan Rohani assinou cerca de quinze acordos avaliados entre 15 e 17 bilhões de euros.

Itália e França eram, antes das sanções impostas ao Irã, em 2006, dois de seus principais sócios econômicos europeus, e querem recuperar seu lugar neste país rico em petróleo e gás.

Rohani concluiu sua etapa italiana com um percurso pelo Coliseu e uma coletiva de imprensa, na qual atacou novamente a Arábia Saudita, seu vizinho árabe, com quem a tensão aumentou repentinamente desde o início do ano.

O presidente iraniano se negou a pedir desculpas após o incêndio no início de janeiro na embaixada saudita em Teerã durante os protestos pela execução de um religioso xiita crítico do regime saudita.

Na terça-feira, em Roma, em meio à nata empresarial e industrial italiana reunida para a ocasião, Rohani fez um convite para que invistam mais no Irã.

"O Irã é o país mais seguro e mais estável de toda a região", disse.

Neste mesmo dia foi recebido pela primeira vez no Vaticano pelo papa Francisco, que pediu que se envolva na pacificação do Oriente Médio.

"O Irã pode jogar um papel importante no Oriente Médio para promover soluções políticas adequadas que detenham a propagação do terrorismo e o tráfico de armas na região", disse o Vaticano em um comunicado.

Associações de defesa dos direitos humanos lamentaram que durante a visita de Rohani à Itália não tenha sido discutido o espinhoso tema dos direitos humanos nem o da abolição da pena de morte.

Tanto o Vaticano quanto a Itália estiveram na linha de frente na batalha contra a pena de morte em todo o mundo.

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