O governo não fez comentários sobre a destituição de Bahah, que ocorre a uma semana da trégua impulsionada pela ONU, que se espera que abra o caminho para um acordo de paz, cujos diálogos começarão em 18 de abril no Kuwait.
Os rebeldes xiitas que se levantaram contra o governo controlam desde 2014 a capital, Sanaa. O avanço de suas tropas obrigou Hadi a se refugiar um tempo em Riad e as monarquias do Golfo ajudam suas tropas com bombardeios há mais de um ano.
No passado, fontes do governo se referiram às diferenças entre o presidente e Bahah, que antes de ser primeiro-ministro foi ministro das Relações Exteriores e antes, delegado na ONU.
Recentemente, o presidente iemenita tinha estreitado seus laços com o general Ali Mohsen al Ahmar, envolvendo-o mais ativamente nos processos decisórios. Em fevereiro, foi nomeado subcomandante das Forças Armadas, com o objetivo de ganhar o apoio de grupos tribais e das tropas nas regiões controladas pelos rebeldes.
Em 2011, o general teve um papel proeminente no levante contra o presidente deposto Ali Abdullah Saleh, apoiado por algumas milícias aliadas com os rebeldes.
O conflito interno deixou cerca de 6.300 mortos desde março de 2015, a maioria civis, segundo a ONU.