A presidente passou cerca de 45 minutos acompanhando a família da vítima e conversando com os médicos que a atendem, em uma visita que aconteceu com estrita discrição, segundo a mídia local.
Rifo foi encontrada agonizante por pedestres e levada a um serviço de emergência local, onde chegou com "sinais evidentes de traumatismo craniano, facial, além de uma enucleação [extirpação] de ambos os globos oculares, que parecem ter sido arrancados", de acordo com um laudo médico.
"Não vamos tolerar este tipo de ataques. No Chile já não há espaço para os covardes que atacam mulheres", declarou Bachelet na segunda-feira, em meio à comoção pública que causou o brutal ataque à mulher.
Na terça-feira, Rifo foi transferida para um hospital de Santiago, onde permanecia em estado grave, segundo o último relatório médico.
Na madrugada desta quarta-feira, quatro dias após o acontecimento, a Polícia prendeu Mauricio Ortega, ex-namorado de Rifo e principal suspeito do ataque, que também acumula denúncias anteriores de violência doméstica, após ter tentado entrar na casa da mulher com um machado.
Na sua primeira declaração, Ortega afirmou que é inocente. A procuradoria de Coyhaique formalizará as acusações contra o suspeito nesta quarta-feira.
O caso gerou grande comoção no Chile, onde uma série de protestos foram organizados para repudiar o ataque.
Neste ano foram registrados 14 feminicídios no Chile, enquanto em 2015 ocorreram mais de 30, segundo relatórios da Polícia.