Uma centena de seguidores o acompanharam até sua entrada na prisão de Beer Sheva, incluindo deputados árabes do Parlamento israelense, informou o fotógrafo.
A justiça israelense o acusa de incitação ao ódio por ter convocado, em 2007, "todo muçulmano e árabe a ajudar os palestinos e a lançar uma intifada islâmica" pela Esplanada das Mesquitas, lugar sagrado para judeus e muçulmanos em Jerusalém.
Com um sorriso, enquanto deixava a cidade árabe de Um el Fahem (centro), da qual foi prefeito durante 12 anos, Salah disse aos seus simpatizantes que para ele era "uma honra entrar na prisão por defender e proteger Al Aqsa e Jerusalém", em referência à mesquita que se encontra nesta Esplanada.
"Entro na prisão por vontade de Deus, e não por vontade (do primeiro-ministro israelense Benjamin) Netanyahu", afirmou, segundo um vídeo divulgado por Qpress, um meio de comunicação on-line próximo ao seu movimento.
Israel proibiu em novembro o braço norte do Movimento Islâmico, acusando-o de incitar os árabes israelenses e os palestinos à violência propagando mentiras sobre a Esplanada das Mesquitas, onde os manifestantes, muitos muito próximos do braço norte, costumam realizar protestos contra os judeus que visitam o lugar sagrado.