O Charles de Gaulle se encontra desde ontem em águas do Golfo para participar das operações contra o EI em Iraque e Síria, onde o grupo jihadista controla amplas zonas e proclamou um califado.
A visita, em grande parte simbólica, acontece no momento em que o grupo aeoronaval (GAN) francês constituído em torno do Charles de Gaulle acaba de assumir o comando da componente naval da coalizão contra o EI, liderada pelos Estados Unidos.
Carter foi recebido no porta-aviões pelo secretário de Estado francês dos antigos combatentes, Jean-Marc Todeschini. Seu colega francês, Jean-Yves Le Drian, teve que permanecer hoje em Paris para uma reunião de governo.
O Charles-de-Gaulle chegará amanhã à area de operações no Golfo, após uma primeira fase de operações contra o EI, em novembro e dezembro, no Mediterrâneo oriental, segundo o coronel Gilles Jaron, porta-voz do estado-maior do Exército francês.
O Charles de Gaulle saiu em 18 de novembro de Toulon (porto no sul da França), logo após os atentados do dia 13 em Paris. O porta-aviões permaneceu por um par de semanas no Mediterrâneo, e, em 7 de dezembro, cruzou o Canal de Suez rumo ao Golfo.
Seus 26 aviões de guerra se somam aos seis Rafale e outros seis Mirage 2000 franceses que têm como base, respectivamente, Emirados Árabes e Jordânia.