No primeiro incidente, "os policiais se aproximaram de um indivíduo que havia despertado suas suspeitas para realizar uma verificação de identidade", indicou uma porta-voz da instituição.
"O terrorista pegou uma faca e tentou esfaquear um policial, mas foi abatido por disparos dos agentes, que reagiram rapidamente", acrescentou.
A porta-voz declarou que o criminoso era um palestino de 26 anos, proveniente de Jerusalém Oriental, anexada e ocupada por Israel.
O ministério palestino da Saúde confirmou a morte de um palestino, sem fornecer mais detalhes sobre sua identidade.
Por sua vez, o exército israelense informou em um comunicado que um palestino avançou com seu carro contra um posto de controle em Hawara, na Cisjordânia ocupada.
Um dos soldados da guarda sofreu ferimentos e foi transferido ao hospital, enquanto o criminoso, atingido pelos tiros das forças de segurança, está recebendo tratamento médico, segundo o comunicado.
Desde 1º de outubro, a onda de violência em Israel e nos territórios palestinos matou 132 palestinos, 19 israelenses, um americano e um eritreu, segundo um balanço da AFP.
A maioria dos palestinos mortos foram abatidos enquanto cometiam ou tentavam cometer ataques contra israelenses.
Na sexta-feira, guardas fronteiriços israelenses mataram uma palestina que tentava atacá-los com seu carro em um povoado da Cisjordânia ocupada.
As forças de segurança palestinas identificaram a mulher como Mahdiyah Hamad, de 38 anos, moradora de Silwad.
Pouco tempo antes, o Exército israelense havia matado a tiros um palestino próximo à barreira que separa a Faixa de Gaza de Israel, disse Ashraf al-Qudra, porta-voz do ministério da Saúde do enclave palestino.
Ao menos 40 palestinos ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses em diversos pontos desta barreira, precisou o porta-voz.
Uma oficial do Exército hebreu garantiu que "centenas de palestinos" participaram destes confrontos.
"Tentaram danificar a barreira de segurança lançando blocos de pedra e pneus incendiados. As forças presentes responderam ao perigo de infiltração (no território israelense) pedindo (aos palestinos) que parassem e fazendo disparos de advertência, mas como prosseguia a violência e havia risco para as comunidades (israelenses) vizinhas, atiraram nos principais instigadores da violência".
Na sexta-feira, o Papa Francisco pediu na tradicional mensagem "Urbi et Orbi" de Natal que palestinos e israelenses retomem "um diálogo direto" para superar um conflito de "graves consequências" para o Oriente Médio.
"Onde nasce Deus, nasce a paz. E donde nasce a paz, não há lugar para o ódio, nem para a guerra. No entanto, justamente onde o Filho de Deus veio ao mundo, continuam as tensões e as violências, e a paz fica como um dom que se deve pedir e construir", declarou