O ex-presidente Lula, em Brasília no dia 16 de abril de 2016 O ex-presidente Lula, em Brasília no dia 16 de abril de 2016

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta terça-feira permissão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, três ministros do atual governo e outras 27 pessoas, inclusive figuras-chave do PMDB.

No pedido, que deve ser analisado nos próximos dias, Janot cita suposta obstrução à Justiça na tentativa de atrapalhar as investigações da Lava-Jato e na nomeação de Lula para a Casa Civil, segundo os principais jornais brasileiros.

A solicitação é baseada na delação feita pelo senador Delcídio Amaral, flagrado tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Janot também cita a nomeação do ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. Delcídio disse, na delação, que Navarro foi nomeado sob compromisso de conceder liberdade a donos de empreiteiras presos.

O pedido de Janot será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF.

Um funcionário do Supremo disse à AFP que "o pedido" envolvendo Lula, três ministros e outras 27 pessoas "é para agregá-los à investigação principal (da Lava Jato) sobre organização criminosa". "Se for aceito, haverá mais de 70 pessoas no mesmo processo".

A solicitação de Rodrigo Janot inclui os principais articuladores políticos da presidente Dilma e do Partido dos Trabalhadores (PT): o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner; o ministro-chefe secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini, e o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva.

Janot também solicita a abertura de inquérito contra José Eduardo Cardozo, com base nas informações de Delcídio de que o atual advogado-geral da União fez diversas movimentações para soltar presos da Lava-Jato quando era ministro da Justiça.

O pedido inclui ainda o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o senador Jader Barbalho, ambos do PMDB.

"As provas obtidas indicam que havia uma subdivisão interna de poder entre o PMDB na Câmara dos Deputados e no Senado (...). Ao que parece, atuavam de forma autônoma, tanto em relação às indicações políticas para compor os cargos relevantes no governo, como no destino dos subornos obtidos a partir de negócios obscuros", destacou Janot.

A decisão de Janot ocorre um dia após o procurador-geral pedir autorização ao STF para investigar o senador Aécio Neves (PSDB), ex-candidato à presidência, com base em denúncias ligadas à operação "Lava Jato", que revelou um monumental escândalo de corrupção envolvendo as maiores empreiteiras do Brasil.

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