O bloco opositor já havia negado a aprovação da medida, mas no último 11 de fevereiro o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) - acusado pela MUD de servir ao governo.
O tribunal argumentou que o controle legislativo sobre os estados de exceção não afeta a sua "legitimidade, validade, vigência e eficacia jurídica".
Com a decisão, a oposição decidiu apressar sua estratégia de antecipar a saída de Maduro do poder com um referendo revocatório e uma emenda constitucional que reduza o seu mandato, junto com mobilizações que exijam sua renúncia.
O advogado constitucionalista Pedro Afonso Del Pino previu que o TSJ poderia outorgar a extensão do decreto, embora considere ilegal sua sentença de fevereiro.
"A Assembleia não devia nem analisar a prorrogação, porque nunca aprovou decreto, que não tem validade constitucional", declarou o jurista à AFP.
Apesar de terem rejeitado a extensão de prazo, os deputados opositores expressaram sua disposição para trabalhar com o Executivo nas medidas necessárias para superar a grave crise econômica, refletida em uma alta inflação (180,9% em 2015) e a escassez de dois terços de los produtos básicos.
A Assembleia Nacional esperava que o presidente do Banco Central da Venezuela, Nelson Merentes, comparecesse nesta quinta-feira para justificar o pedido, mas o funcionário não compareceu, alegando "motivos pessoais".
A MUD estima necessária a presença de Merentes, pois, para o vice-presidente, Aristóbulo Istúriz, a análise dos índices econômicos não foi aprofundada na terça-feira.
A parlamentar governista Tania Díaz classificou de "decepcionante" a decisão da maioria opositora e, em uma mensagem Twitter, afirmou que a "única proposta da direita é o salto ao vazio: derrotar o governo".