"Não temos nenhum problema em dizê-lo, que conste que cumprimos, acatamos e observamos" a decisão do TSJ, anunciou o presidente do Parlamento, o ferrenho antichavista Henry Ramos Allup, após protestos no Legislativo de parte de deputados governistas que exigiam que este cumprimento constasse em atas e não ficasse só na aprovação da carta.
O TSJ que, segundo a oposição, é aliado do governo, declarou nesta segunda-feira nulos os atos do novo Parlamento, enquanto continuassem incorporados os deputados opositores do estado do Amazonas que tiveram sua eleição suspensa temporariamente por esta entidade em dezembro, ao acolher uma impugnação apresentada pelo partido do governo.
A corte também tinha considerado em desacato a direção opositora da Casa por ter empossado há uma semana, um dia depois da instalação do novo Legislativo, os três parlamentares, desatando uma crise institucional neste país rico em petróleo.
Com a decisão desta quarta-feira, a coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) perde temporariamente a maioria ultra-qualificada de dois terços (112 de 167 assentos), conquistada nas eleições históricas de 6 de dezembro.
Esta maioria lhe dava amplos poderes para avançar em seu objetivo de buscar um caminho para mudar o governo, aprovar uma anistia para presos políticos e reformas econômicas.