Segundo o governo, a ameaça terrorista no país é "mais elevada do que nunca".
O estado de emergência reforça os poderes da Polícia, permitindo prisões domiciliares e batidas em residências sem necessidade de mandato judicial.
Passados três meses dos atentados de Paris, o presidente François Hollande quer inscrever o estado de emergência na Constituição - o que requer um trâmite mais complicado.
Até agora, apenas os deputados aprovaram este projeto de inclusão na Carta Magna, mas as profundas divisões sobre o tema na maioria socialista e a oposição da direita tornam incerta sua adoção definitiva.
No início de fevereiro, o Conselho da Europa criticou o estado de emergência, alegando que deu lugar a "abusos" por parte da Polícia, além de "ter restringido fortemente o exercício das liberdades fundamentais e enfraquecido certas garantias do Estado de Direito".
O Conselho da Europa engloba 47 países, incluindo entre outros Rússia, Turquia, ou Armênia, além dos 28 membros da União Europeia.