O Parlamento Europeu se declarou nesta quinta-feira muito preocupado com o retrocesso do Estado de direito na Turquia e afirmou que esse país se afasta dos critérios necessários para aderir à União Europeia.

Os eurodeputados expressam esta preocupação em uma resolução adotada em plenário em Estrasburgo (leste da França) que fala da "regressão observada em alguns setores essenciais, tais como a independência do poder judiciário, a liberdade de reunião, a liberdade de expressão e o respeito aos direitos humanos e ao Estado de direito".

"Isso afasta cada vez mais a perspectiva de que alcance os critérios de Copenhague que os países candidatos [para ingressar na UE] devem respeitar", afirma o texto, não vinculante, aprovado por 375 votos contra 133.

Em novembro de 2015 a UE alcançou com a Turquia um acordo para frear a chegada de migrantes à Europa e, em troca, Bruxelas se comprometeu a dinamizar as negociações de adesão, como exigia Ancara.

Em resposta ao relatório, o governo turco chamou o documento do Parlamento Europeu de "nulo e inválido.

"A Turquia devolverá este relatório ao Parlamento Europeu", disse o ministro turco para as Questões Europeias, Volkan Bozkir, citado pela agência turca Anatolia, que criticou em particular as referências ao "genocídio" armênio do início do século XX, um termo rejeitado pelo governo de Ancara.

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