Florido informou que será exposta "a crise institucional existente na Venezuela gerada pela obstrução das decisões do Parlamento por parte do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) com a ideia de promover a ativação de mecanismos internacionais".
Além disso, explicou que a delegação, que visitará também Chile e Uruguai em março, abordará outros temas como "a violação dos Direitos Humanos na Venezuela, a situação dos presos políticos e o Projeto de Lei de Anistia e Reconciliação", promovido pela oposição.
Também haverá exposições sobre "a gravidade da situação política do país devido à forte corrupção, que gerou uma profunda crise", disse Florido.
Os deputados esperam divulgar "os diferentes mecanismos constitucionais para encurtar o governo de Nicolás Maduro", meta que a oposição - que domina o Parlamento após 17 anos de hegemonia chavista - propôs para o primeiro semestre deste ano.
O deputado Dávila, por sua parte, informou que a delegação também recolherá dados sobre contratos assinados com empresas brasileiras para a venda à Venezuela de produtos como medicamentos.
O Parlamento venezuelano viu algumas de suas decisões - como a posse de três deputados opositores e a rejeição de um decreto de emergência econômica de Maduro - anuladas ou desestimadas por sentenças do Tribunal Supremo, que a oposição classifica de parcializado a favor do oficialismo.