"O regime e seus aliados devem respeitar suas obrigações humanitárias: deter os bombardeios cegos, suspender os cercos (às cidades sírias) e aceitar um acesso humanitário total", afirmou o embaixador francês na ONU, François Delattre.
"Não é um favor o que pedimos, é uma obrigação absoluta com o direito internacional", disse o diplomata antes de consultas a portas fechadas no Conselho de Segurança sobre a situação humanitária na Síria, na véspera de uma conferência internacional em Munique (Alemanha).
Moscou anunciou a intenção de apresentar nesta ocasião propostas sobre um eventual cessar-fogo, mas seu embaixador na ONU, Vitali Churkin, se negou a dar qualquer informação à imprensa.
"Vamos continuar promovendo uma solução política, uma rápida retomada das negociações" entre as facções sírias, disse.
"É o que vamos fazer em Munique", acrescentou Churkin, que acusou as potências ocidentais de "explorar politicamente" a crise humanitária na Síria.
"Não vamos nos desculpar pelo que fazemos", afirmou, acrescentando que a campanha militar russa se faz "de forma muito transparente".
A sessão do Conselho foi solicitada pela Nova Zelândia e pela Espanha para tratar do destino de milhares de refugiados sírios, provenientes de Aleppo e bloqueados na fronteira turca. Segundo diplomatas, não se espera nenhuma declaração após a reunião.
O embaixador britânico, Matthew Rycroft, disse esperar "uma resposta adequada da Rússia com as preocupações" sobre a situação humanitária durante a conferência de Munique na quinta-feira, que reunirá 17 países do Grupo Internacional de Apoio à Síria.