Em 16 de abril, ele visitou a ilha grega de Lesbos, uma porta de entrada para os migrantes na Europa, e retornou a Roma com 12 sírios, um gesto forte em um momento em que a Europa atravessa uma profunda crise migratória.
"Mas a questão básica a se fazer é por que existem tantos migrantes hoje?", continuou o pontífice.
"O problema inicial são as guerras no Oriente Médio e na África e o subdesenvolvimento no continente africano, que causa a fome", disse ele, colocando em questão "um sistema econômico mundial que caiu na idolatria do dinheiro".
No que diz respeito aos migrantes, "o pior acolhimento é o gueto, em vez da integração", insistiu o papa Francisco.
"Em Bruxelas, os terroristas eram belgas, filhos de migrantes, mas eles vieram de um gueto. Em Londres, o novo prefeito (Sadiq Khan, filho de imigrantes paquistaneses e muçulmanos) foi empossado em uma catedral e será provavelmente recebido pela rainha. Isso mostra a importância para a Europa de recuperar a sua capacidade de integração", disse o pontífice.