De acordo com as mesmas fontes, os lucros do fundo escaparam do fisco britânico durante 30 anos graças a um complicado esquema elaborado com o escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.
Ao ser questionado se a fortuna familiar continua no fundo, Cameron se limitou a responder por meio de um porta-voz que este é um "assunto privado". Em 2012, ele deu a mesma resposta quando surgiram as primeiras informações sobre investimentos em paraísos fiscais de seu pai, Ian, falecido em 2010.
Uma fonte do governo afirmou à AFP que o primeiro-ministro "não tem nenhuma participação em um fundo offshore".
O caso ocupa as manchetes de quase todos os jornais britânicos e acontece em um momento ruim para Cameron, que defende com frequência a luta contra a corrupção e no próximo mês deve presidir em Londres uma reunião sobre o tema.
De acordo com o jornal The Guardian, o fundo de Ian Cameron utilizava quase 50 pessoas nas Bahamas, que assinavam documentos e atuavam como tesoureiros e secretários, uma atividade que não é ilegal em si.