Tsai Ing-wen em 15 de janeiro de 2016 Tsai Ing-wen em 15 de janeiro de 2016

Tsai Ing-wen, líder do principal partido da oposição em Taiwan, se converterá na primeira mulher presidente da ilha depois que o partido no poder, Kuomintang (KMT), reconheceu sua derrota na eleição presidencial deste sábado.

"Sinto muito. Perdemos. O KMT sofreu uma derrota eleitoral", admitiu o candidato presidencial do KMT, Eric Chu, em um discurso diante de seguidores na sede do partido em Taipei.

Tsai Ing-wen, líder da principal formação da oposição, o Partido Democrático Progressista (PDP), será, assim, a primeira mulher a assumir a liderança do Estado de Taiwan, e pode colocar fim a oito anos de aproximação com a China.

Esta ex-professora universitária de 59 anos sucederá o atual presidente, Ma Jing-jeou (KMT), que colocou em andamento uma inédita política de aproximação com Pequim.

Segundo um balanço divulgado previamente pela televisão taiwanesa FTV sobre mais de 50% dos votos, Tsai liderava claramente o balanço com 58,1% dos votos. O candidato governista Eric Chu, de 54 anos, ficava muito atrás, com 32,5% dos votos, segundo esta fonte.

Tsai, que já era favorita das pesquisas, pôde se beneficiar da desconfiança de uma parte dos eleitores taiwaneses em relação à China e de sua frustração com o estancamento da economia.

As relações com Pequim melhoraram desde a chegada ao poder em Taiwan de Ma em 2008, alcançando seu auge no fim de novembro em uma reunião histórica na ilha com o presidente chinês, Xi Jinping, a primeira desde a separação de ambos territórios há mais de 60 anos.

Embora esta aproximação tenha permitido a assinatura de acordos comerciais e um boom turístico em Taiwan, muitos habitantes temem que a ilha se torne dependente de Pequim, perdendo, assim, sua identidade e soberania.

Além disso, muitos taiwaneses se sentem abandonados pela política, que só beneficia - segundo eles - as grandes empresas.

"Taiwan precisa de mudanças, econômicas e políticas", explica Lee, um eleitor de 65 anos. "O governo se apoiou muito na China. Isso é prejudicial para nossa democracia".

O território segue seu próprio rumo desde 1949, quando os nacionalistas do KMT, liderados por Chiang Kai-shek, se refugiaram na ilha após a vitória dos comunistas de Mao Tsé-Tung.

Após a morte de Chiang, Taiwan abraçou pouco a pouco a democracia. No entanto, a China ainda considera a ilha como parte integrante de seu território.

Advertência de Pequim

A líder do PDP defende que Taipei deve abandonar a dependência econômica de Pequim e garante que ouvirá a opinião pública no que diz respeito às relações bilaterais com a China.

Como mostra deste pragmatismo, Tsai ressaltou que será mantido o status quo atual, diluindo, assim, o discurso tradicionalmente independentista do PDP.

Em 1992, foi alcançado um consenso entre as duas partes que estabelecia o conceito de "apenas uma China", uma formulação suficientemente equívoca para poder ser interpretada de maneira diferente de um lado e do outro do estreito de Taiwan.

O objetivo de Tsai é tranquilizar Pequim, mas também os Estados Unidos, principal aliado de Taipei, que teme pela estabilidade na região.

A China descartou manter relações com um dirigente que não reconhecesse que Taiwan forma parte de "apenas uma China".

A maioria dos especialistas considera inevitável uma certa degradação das relações entre os dois territórios.

Sporaga.com, diversão para fãs de futebol que respiram esporte 24 horas por dia. Sporaga, símbolo de paixão e amor ao jogo.

Cadastre-se hoje com o código promocional "Play2Win" e Ganhe US$3 + envie US$3 para cada amigo e ganhe US$1 para cada cadastrado.