"Eles sabem que perderam nas ruas, que não têm o povo, e então iniciaram esta nova represália contra nós. O que parece é que o governo teme o referendo revogatório, porque assim que começamos a percorrer o país para promover a consulta, a cúpula do governo determinou esta investigação", declarou Capriles.
A Procuradoria abriu a investigação contra o governo de Miranda, envolvendo Capriles e outros quatro funcionários da administração regional, por execuções orçamentárias em 2011, 2012 e 2013.
Antes da campanha para as eleições legislativas de 6 de dezembro passado, o órgão impugnou sete candidatos opositores por supostas irregularidades durante exercício de cargo público.
"Estamos abertos a qualquer investigação. Quem não deve não teme. Não vão nos intimidar", assinalou Capriles, que foi derrotado por Maduro nas presidenciais de 2013 por estreita margem.
No dia 19 de fevereiro passado, Capriles iniciou a chamada "cruzada" para promover o referendo revogatório para antecipar a saída de Maduro do poder.
A coalizão opositora anunciará na próxima quinta-feira o caminho que escolherá para reduzir o mandato de Maduro, e entre as medidas analisadas estão uma emenda constitucional para encurtar seu período presidencial, uma Assembleia Constituinte e uma declaração de "abandono do cargo" por descumprimento de atribuições.
Capriles planeja promover simultaneamente o referendo e a emenda constitucional.
A Constituição venezuelana prevê o referendo revogatório após o cumprimento da metade do mandato presidencial, o que no caso de Maduro ocorrerá no dia 19 de abril.
O Conselho Nacional estabelece que as quatro milhões de assinaturas necessárias para ser convocar o referendo devem ser obtidas em no máximo três dias.