A este respeito, ele evocou um suposto bombardeio da aviação russa, que atingiu uma escola nesta segunda-feira.
Hijab foi recebido por Hollande antes das negociações de paz que devem ser iniciadas em 25 de janeiro em Genebra entre o regime e a oposição sírios, com o objetivo de organizar uma autoridade de transição para por fim ao conflito que afeta o país há cinco anos.
"Nós queremos negociar, somos totalmente sérios, mas para isto é necessário que as condições o permitam", disse.
Riad Hijab evocou um "massacre" cometido no noroeste de Aleppo, onde - disse - "três escolas foram bombardeadas pelos russos", "mais de 35 crianças" e dezenas de outras "ainda estão sob os escombros". Também houve "dezenas de feridos".
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que 12 estudantes e três adultos morreram neste bombardeio de uma escola na província rebelde de Aleppo.
François Hollande advertiu o regime sírio que sua "vontade de negociar" será "julgada em função da suspensão de seus bombardeios indiscriminados e de sua política destinada a deixar cidades inteiras com fome", indicou o Executivo francês em um comunicado publicado após a reunião com Hijab.
Hollande pediu "a implementação de medidas humanitárias urgentes, prioritariamente em zonas sitiadas, sobretudo Madaya, a fim de construir as condições de um cessar-fogo confiável", segundo o comunicado.