Para o número dois do chavismo, López é o responsável pelas 43 mortes ocorridas durante as manifestações contra o presidente Nicolas Maduro, no início de 2014.
Maduro afirmou na semana passada que vetará a anistia, no que se antecipa como o primeiro combate entre o Executivo e a nova Assembleia, que iniciará seus trabalhos no dia 5 de janeiro.
A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) insiste em que a anistia - que beneficiará cerca de 80 "presos políticos" - não pode ser vetada pelo presidente.
"O que diz a Constituição é que após cumprido o processo constitucional para a conformação das leis, a Assembleia remete à Presidência, que tem dez dias para aprová-la ou vetá-la. Em qualquer dos casos a Assembleia pode promulgar sua decisão. A lei vai porque vai", disse à AFP a deputada eleita Delsa Solórzano.
A mulher de López, Lilian Tintori, pediu a Maduro que liberte o dirigente antes do Natal.
No dia 10 de setembro passado, López foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão sob a acusação de incitar à violência durante protestos que exigiam a renúncia de Maduro e deixaram 43 mortos e centenas de feridos.