Um balanço oficial anterior indicava 23 mortes.
Cerca de 10 mil soldados e policiais foram deslocados aos dois distritos, segundo a imprensa local, para expulsar os jovens partidários do PKK que levantaram barricadas e cavaram trincheiras em alguns bairros.
"Os terroristas quiseram paralisar a vida cotidiana nestas cidades, intimidando os habitantes", declarou o ministro do Interior Efkan Ala, em declaração à agência Anatólia.
O ministro destacou que as forças de segurança confiscaram mais de 2.200 armas e 10 mil artefatos na zona.
Após mais de dois anos de cessar fogo, no verão passaram os confrontos foram reiniciados entre as forças de segurança turca e o PKK, causando várias vítimas.
Depois da vitória de seu partido nas legislativas de 1º de novembro, o presidente islamita conservador Recep Tayyip Erdogan reiterou sua vontade de "erradicar" o partido curdo, ativo desde 1984.
O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu prometeu uma ação interrupta contra o PKK e suas ramificações nas cidades curdas. "Estas operações continuarão até que estes distritos estejam completamente limpos de terroristas", declarou.
Na noite de quarta-feira, houve manifestações em Istambul contra as operações militares nessas cidades. Quatro supostos membros da juventude do PKK (YDG-H) foram detidos.
Em Ancara, vários deputados da oposição realizaram uma manifestação no parlamento em sinal de protesto.