A equipe da Opaq investigou 11 episódios de uso de produtos químicos relatados pelo governo sírio, mas o documento não especifica onde, nem quando ocorreram.
"As pessoas afetadas podem ter estado expostas a uma certa substância irritante não persistente", mas os investigadores "não encontraram provas que esclareçam a natureza específica dessa exposição, ou sua fonte".
Em um dos casos, afirma o texto, "a análise de amostras de sangue indica que as pessoas foram expostas em um dado momento ao sarin, ou a uma substância similar a esse gás".
A Opaq estimou "que outra investigação é necessária" para esclarecer os incidentes.
Ao fazer um balanço do programa de eliminação de armas químicas na Síria, a organização informou que 99,6% do arsenal declarado por Damasco foi destruído.
Em relação à infraestrutura de produção dessas armas, os investigadores da Opaq e da ONU "verificaram a destruição de 11 das 12 instalações" restantes, completou o documento, abordando o período que vai de 24 novembro a 21 de dezembro.
A Opaq confirmou, em 6 de novembro, que gás mostarda foi utilizado em agosto, e gás cloro, em março, mas não apontou os responsáveis.
Depois de um massacre com armas químicas perto de Damasco em agosto de 2013, a Síria aceitou declarar e entregar seu arsenal químico, no marco de um acordo supervisionado pela Opaq.