Como exemplo, apontou a taxa de desemprego de mulheres na região é três pontos superior àquela que corresponde aos homens.
Blanco advertiu que, em um contexto de retração das economias regionais depois de um período de forte crescimento, corre-se o "risco de perder conquistas sociais que são importantes para as mulheres".
Blanco participou em Montevidéu do evento "Igualdade de Gênero: avanços e desafios do Uruguai na perspectiva regional", junto à diretora do Instituto Nacional das Mulheres do Uruguai (Inmujeres), Mariella Mazzotti, e a coordenadora residente da ONU em Uruguai, Denise Cook.
"Os esforços que foram feitos (na América Latina e no Caribe) para reduzir a violência contra as mulheres não têm sido exitosos embora tenham sido grandes", avaliou Blanco.
A representante da ONU se referiu em particular à situação do chamado "triângulo norte" da América Central, formado por Honduras, Guatemala e El Salvador.
"A situação do triângulo norte da América Central é cada vez mais alarmante", argumento, ressaltando casos de violência e de controle sobre a vida das mulheres.
Blaco pediu que se acelerem os esforços pela igualdade na região e afirmou que é "indispensável mudar a escala de investimentos para pôr freio à violência contra as mulheres".
Segundo os últimos dados disponíveis no Observatório de Igualdade de Gênero da Comissão Econômica para América Latina (Cepal), a taxa de homicídios de mulheres por seus companheiros e ex-companheiros na América Latina, Caribe, Espanha e Portugal, tem seu maior número absoluto na Colômbia, com 145, e a taxa mais alta no Suriname, com 2,61 assassinatos para cada 100.000 mulheres.
O relatório da Cepal é produzido a partir de dados oficiais e estudos acadêmicos que reúnem os últimos resultados em cada país e não estabelece um período de tempo específico.