Crianças observam prédios destruídos após ataque da coalizão liderada pela Arábia Saudita, em Sanaa, no dia 23 de março de 2016 Crianças observam prédios destruídos após ataque da coalizão liderada pela Arábia Saudita, em Sanaa, no dia 23 de março de 2016

A ONU se posicionou na defensiva após receber duras críticas de organizações de defesa dos direitos humanos contrárias à sua decisão de tirar a coalizão liderada pela Arábia Saudita da lista de violadores dos direitos dos menores devido à morte de crianças no Iêmen.

O porta-voz das Nações Unidas, Stephan Dujarric, expressou que ainda não foi tomada nenhuma decisão e que a coalizão foi eliminada da lista até agosto, quando serão conhecidos os resultados de um informe.

"Não se trata de uma mudança de política", disse Dujarric. "Veremos o que o informe determina e ajustaremos a lista conforme necessário".

As ONGs Human Rights Watch (HRW) e Anistia Internacional (AI) criticaram duramente o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, ao acusá-lo de afetar a credibilidade do organismo, cedendo às pressões de Riad.

"Como esta lista abre o caminho à manipulação política, perde sua credibilidade e contamina o legado do secretário-geral no campo dos direitos humanos", disse Philippe Bolopion, diretor-adjunto do HRW.

Enquanto isso, o titular da AI na ONU, Richard Bennett, informou que "não há precedentes (no organismo) de ceder à pressão para modificar seu próprio informe sobre crianças em conflitos armados".

A ONU tinha incluído a coalizão na lista após concluir que era responsável por 60% das 785 crianças mortas no Iêmen no ano passado.

A Arábia Saudita reagiu com irritação e exigiu a correção do informe, que será revisto em conjunto pela ONU e Riad.

O embaixador saudita Abdallah al Mualimi disse que o número de crianças mortas era "muito exagerado" e proclamou que a decisão de ser eliminado da lista era "irreversível".

A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou em março de 2015 uma campanha de ataques aéreos contra as zonas controladas pelos rebeldes xiitas huthis em Sanaa, capital do Iêmen, e outras zonas do país.

A guerra deixou cerca de 6.400 mortos e mais de 80% da população precisa de ajuda humanitária, segundo a ONU.

A polêmica sobre a inserção da coalizão saudita na lista negra teve repercussão similar à decisão, no ano passado, de excluir Israel, devido à morte de 500 crianças na guerra de Gaza.

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